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O termo tier 1 é usado com frequência, e total liberdade, como chancela de qualidade de um módulo solar, mas na verdade não é correto utilizá-lo diretamente como tal.

A escala de classificação (tier 1) é utilizada pela Bloomberg New Energy Finance Corporation (BNEF), por forma a classificar os fabricantes em função da sua capacidade e estabilidade financeira; e não diretamente a qualidade dos seus produtos.

A BNEF define como fabricantes tier 1: “os que forneceram produtos para cinco projetos e que foram financiados recorrendo a cinco bancos diferentes nos últimos dois anos”.

Dito isto, e como um banco não financiaria projetos de grande escala, com um valor médio de USD 200 milhões, se os seus produtos apresentarem falhas, consequentemente, os módulos solares de fabricantes tier 1 são de elevada qualidade, ou, de outra forma, módulos solares projetados e produzidos para gerar energia, com a menor degradação, durante o seu tempo de vida útil, que é de cerca de 25 anos.

Outro critério de seleção da BNEF, para o ranking tier 1, pelo qual se pode supor que a qualidade dos módulos de um fabricante será superior aos demais, é o facto de apenas se considerem empresas com capacidade própria de produção, controlando de uma forma mais rígida a qualidade de fabricação dos seus produtos.

Por outro lado, estas empresas, que produzem elas próprias, também investem mais em investigação e desenvolvimento, o que lhes permite obter uma vantagem competitiva sobre outros fabricantes (por exemplo maior eficiência), aumentando as suas vendas e margens, melhorando o seu ranking, tornando os seus módulos “bancáveis”.